A ciência em si
Se
toda coincidência
Tende a que se
entenda
E toda lenda
Quer chegar aqui
A ciência não se
aprende
A ciência apreende
A ciência em si
Se toda estrela
cadente
Cai pra fazer sentido
E todo mito
Quer ter carne aqui
A ciência não se
ensina
A ciência insemina
A ciência em si
Se o que pode ver,
ouvir, pegar, medir, pesar
Do avião a jato ao
jaboti
Desperta o que ainda
não, não se pôde pensar
Do sono eterno ao
eterno devir
Como a órbita da
Terra abraça o vácuo devagar
Para alcançar o que
já estava aqui
Se a crença quer se
materializar
Tanto quanto a
experiência quer se abstrair
A ciência não avança
A ciência alcança
A ciência em si.
(Gilberto Gil,Arnaldo
Antunes)
lindo poema Josefa. Obrigada por compatilhar.
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